Chegou pelo e-mail a capa finalizada do Bombora, selo da editora russa Eksmo (@eksmolive), para o BAVIERA TROPICAL, de Betina Anton (@betina_anton), que no final deste mês estará distribuído de São Petersburgo a Moscou, entre outras cidades da Rússia. Edição muito caprichada, mas é o mínimo que merece essa reportagem notável feita pela Betina sobre Mengele no Brasil, lançada pela Todavia (@todavialivros) há dois anos. Por mais que se tenha lido o texto, toda vez que se folheia o livro o choque se repete já pelos cadernos de fotos, o primeiro com as imagens terríveis da desumanização que Mengele empreendia em suas vítimas, muitas ainda crianças, esquálidas e humilhadas, em sua sala no campo de Auschwitz; o segundo com os registros feitos do monstro no Brasil, onde ele viveu até a morte por enfarte, dando risada e fazendo churrasco com seus amigos e cúmplices. Pelo menos, o livro deixa bem claro que quem acobertou Mengele por 18 anos não era brasileiro, e sim um círculo de cupinchas nazistas, todos imigrados em São Paulo, vindos da Áustria e da Hungria no imediato pós-guerra. O contrato de publicação na Rússia foi negociado diretamente por Anna Luiza Cardoso com Bombora, sem co-agenciamento.




