A coluna Painel das Letras, da Folha de S. Paulo (@folhadespaulo), noticiou o lançamento do terceiro (e magnífico) romance de Fabiane Guimarães (@fabicguimaraes), A LINGUAGEM DOS DESASTRES, em março, por sua editora de sempre, a Alfaguara (@editora_alfaguara), depois de COMO SE FOSSE UM MONSTRO e APAGUE A LUZ SE FOR CHORAR. Revelou ainda a venda dos direitos de publicação da obra em Portugal para o Manuscrito (@manuscrito_editora), selo da tradicional Presença (@editorial_presenca), como consequência da atuação da LVB & Co na Feira de Frankfurt.
Foi uma surpresa, pois raramente se dá crédito ao agente – nem mesmo quando o que está em pauta é realização principalmente dele. Por exemplo, no Jabuti para livro brasileiro publicado no exterior, o prêmio vai para a editora ainda que esta nada tenha feito pela venda dos direitos da obra. O agenciamento é a atividade mais moita da indústria editorial, o que na verdade não é de todo mau para seus profissionais – mas valeu, Painel das Letras, receba o muito obrigada da LVB & Co.
A LINGUAGEM DOS DESASTRES é o grande romance desta geração sobre a relação crítica da humanidade com o meio-ambiente, algo que não se via com tal qualidade desde “Tieta do Agreste”, que, no entanto, trazia uma veia muito distinta, menos densa, mais otimista e cheia de humor, em que a ameaça representada pela fábrica de dióxido de titânio funciona como motivo secundário da trama para a reflexão sobre o significado de progresso – como era de se esperar de Jorge Amado.
Deu vontade de fazer uma listagem da melhor ficção brasileira sobre o meio-ambiente a fim de contextualizar A LINGUAGEM DOS DESASTRES no mapa literário. Passou a ser um tema essencial da vida e, portanto, da literatura. Aceitam-se sugestões e lembranças.




