O Fenômeno dos Clubes

As fotos enviadas a Luize Valente pelas Book Lovers, de Londrina, comprovam o que muita gente do mercado já intui: os clubes de leitores transformaram-se em importante fator de venda de livros de ficção no Brasil. Não se trata de clubes como TAG, modelo de negócio que havia semelhante em meados do século passado, liquidado pela inflação na década de 80, mas que ganhou tração de volta nos últimos 10 anos , expandindo-se a partir da pandemia. Fala-se aqui de clubes como reunião quase informal de leitores, gente que se reúne para debater livros selecionados para a leitura do grupo, rica experiência de sociabilidade numa época tão marcada por relações virtuais.

A reunião das Book Lovers em torno de A CONFRARIA DA OLIVEIRA, de Luize, lançado pela Vestígio, aconteceu em 15 de agosto. O clube é organizado por Mari e Gabi, que reuniram 90 amantes dos livros em frente a um telão para uma conversa virtual com Luize sobre os temas do romance, a linguagem usada pela autora, as pesquisas sobre a Inquisição portuguesa e todo tipo de bastidor da escrita e da publicação literária. O evento rendeu clique impressionantes nas redes sociais, com destaque para os registros de Laís Aiumy, que ilustram esta postagem. Para além dos 90 exemplares adquiridos pelo clube, a gente fica só imaginando o poder do boca-a-boca – presencial ou digital – dessas leitoras em favor da CONFRARIA no Paraná.