A Fundação Narges emitiu um apelo urgente à comunidade internacional pelo apoio à suspensão do cárcere da infatigável Nobel da Paz de 2023 por não mais que um mês, visando a um tratamento cardíaco de urgência. A ativista iraniana pelos direitos humanos e pelo fim da pena de morte em seu país, Narges Mohammadi, perdeu 20 kg nos últimos tempos, sua pressão está perigosamente alta e ela corre risco de vida. O pedido pela suspensão do cárcere foi feito à Promotoria de Teerã, que o recusou. Os próprios médicos da penitenciária de Zanjan confirmaram que Narges precisa de um mês de licença médica, mas seus advogados não conseguem qualquer abertura da parte do governo – apesar de um conselho legal, depois de entrevista com ela na terça-feira, 28/04, ter afirmado que sua condição física chegou a um ponto crítico, com pressão arterial entre 15/10 e 17/11.
Está claro que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã até agora só contribuiu para o maior empoderamento dos clérigos assassinos que governam o país há quase 50 anos. É de se perguntar se o objetivo dos agressores não é precisamente encontrar um aiatolá fantoche que, à semelhança da mudança de regime na Venezuela, ceda na soberania econômica do país, ainda que endurecendo ostensivamente a opressão sobre o povo iraniano.
No Brasil, a Instante, de Silvio Testa, publicou TORTURA BRANCA: ENTREVISTAS COM PRISIONEIRAS IRANIANAS em 2024. Para compor esse livro, Narges Mohammadi colheu depoimentos aterradores e emocionantes de suas colegas de prisão sobre maus tratos e torturas que sofreram, entre outras recordações que conferem alto teor literário à obra. TORTURA BRANCA tornou-se um best seller internacional, que LVB & Co representa no Brasil em nome da editora de Narges na Grã-Bretanha, a OneWorld (a mesma do historiador israelense Ilan Pappe).




