Luiz Biajoni

Luiz Biajoni é jornalista, radialista e escritor. Tem nove romances publicados no Brasil, dois volumes publicados em Portugal. Foi pioneiro no jornalismo colaborativo digital, com o site Tiro & Queda, já extinto. Esteve à frente das primeiras emissoras de TV comunitárias da América Latina, em Americana e Limeira, SP.
Coordenou oficinas de jornalismo, televisão, cinema e literatura por mais de 20 anos para a Secretaria de Cultura do Estado de SP, para o Senac e o Sesc. Atualmente, trabalha com consultoria de comunicação.
JOÃO MALHO ou OPUS PISTORUM TROPICALIS
Retomando um estilo todo próprio de escrever pornografia, Biajoni cria dois cenários temporais para contar as aventuras e as visões de um personagem sem nome. Na primeira parte, passada em fins dos anos 1980, o herói mora em uma cidade cheia de puteiros, cortada por um rio.
Na segunda, em 2004, ele está aposentado, casado com uma médica bem-sucedida, vivendo em um condomínio de luxo, cercado por dondocas taradas. Irônico, irreverente e original, experimental.

Status/publicação: Inédito.
O CRIME NO EDIFÍCIO GIALLO
Brincando com referências do gênero italiano de romances e filmes de suspense, chamado Giallo, o autor revisita o clássico “quem matou” num romance baseado em densa e cerebral trama de assassinato. Um homem negro, gay, rico e sofisticado, se muda para um edifício de alto padrão.
Logo, sua presença começa a incomodar os vizinhos. Um assassinato e um suicídio acontecem. E uma delegada de polícia recém-nomeada vai investigar o crime, sendo que nada é o que parece.

Status/publicação: Publicado em novembro de 2022 pela Rua do Sabão (Brasil). [170 páginas]
ELVIS & MADONA – UMA NOVELA LILÁS
A história de uma cabelereira travesti e uma entregadora de pizzas lésbica, tendo Copacabana como cenário, é um romance policial de amor, que desafia os limites do gênero e dialoga com as obras de autores como Garcia-Roza e Patrícia Mello. Foi um dos romances precursores do gênero LGBTQIA+ na literatura brasileira contemporânea, originalmente publicado em 2010 e lançado junto com o filme homônimo, de Marcelo Laffitte, vencedor de mais de 25 prêmios no Brasil e no exterior.
Em 2020, o romance passou por nova edição, ajustando-se à atual terminologia LGBTQIA+.

Status/publicação: Originalmente publicado pela Língua Geral (Brasil) em 2010. Relançado pela Bazar do Tempo e pela Storytel, em audiobook, em junho de 2021. [180 páginas]
QUATRO VELHOS
Lando e Ciça vivem de maneira pacata na mesma casa há mais de cinquenta anos. Mas a rotina deles é alterada quando um casal também idoso aluga a casa vizinha. São Roland e Guinevere, ex-ricos, que parecem ter uma urgência de vida. Os quatro vivem situações e experiências que vão mudar a maneira como veem o mundo.
Luiz Biajoni desenvolve esse romance a partir de um boato que ouviu no final dos anos 1980: um morador de uma cidade pequena do interior paulista seria filho bastardo do ditador italiano Benito Mussolini. Ao conversar com pessoas sobre ele, o autor descobriu três personagens igualmente interessantes que viveram uma bonita história íntima.

Status/publicação: Publicado pela Penalux (Brasil) em 2019. [172 páginas]
ALGUM AMOR
Escrito e lançado em plena pandemia de coronavírus, “Algum Amor” tem a urgência de tempos de crises, perdas e desilusões. A partir de cenas recortadas das vidas de duas pessoas, a publicitária Stella e o escritor Luiz, “Algum Amor” desenvolve uma história de aproximações, distanciamentos, isolamentos e reaproximações que extrapola a cronologia, o tempo e o espaço.
A narrativa é permeada por acontecimentos do momento, sendo um dos primeiros romances brasileiros a explorar o tema.

Status/publicação: Publicado pela Penalux (Brasil) em 2020. [100 páginas]
A VIAGEM DE JAMES AMARO
Dois grandes amigos dos tempos de colégio se reencontram vinte anos depois e fazem uma viagem de carro em que confessam segredos, amores e crimes. O lado sombrio de cada um, o que escondem e o que confessam pode mudar suas vidas. Para além da trama principal, o autor trata de temas como preconceito, racismo e machismo tendo o jazz como elemento que emoldura a história.
Também há, nesse romance, uma inusitada experiência narrativa com a autoficção.

Status/publicação: Publicado em 2015 Língua Geral (Brasil) e pela Chiado (Portugal). [160 páginas]
A COMÉDIA MUNDANA
Trilogia de novelas policiais recheadas de sexo e violência, A COMÉDIA MUNDANA é resultado da iniciativa do autor de levar para a literatura o chamado “jornalismo marrom”, e de uma mistura de Nelson Rodrigues com Rubem Fonseca que aponta para a fundação de um novo tipo de literatura policial tupiniquim. As três novelas são independentes, com enredos singulares, mas entrelaçadas por elementos em comum, como sexualidade heterodoxa, perversões, culpa, crimes e corrupção sem barreiras entre a vida pública e a privada.
Os personagens são pessoas comuns e tipos verossímeis de canalhas, como pastores que enganam seu rebanho, empresários que subornam a polícia, donos de jornal que se vendem barato e jornalistas policiais carreiristas que batem em presos para ficar amigos de delegados. As relações começam no sexo e logo se misturam com jogos de poder e com o crime, tecendo teias de traições, promiscuidade, taras, humilhações, violência e culpa, os ingredientes mais fortes do coquetel sexual dos personagens.

Status/publicação: Publicado em 2013 pela Língua Geral (Brasil) e pela Chiado (Portugal). [480 páginas]
VIRGÍNIA BERLIM – UMA EXPERIÊNCIA
Primeira novela do autor, VIRGÍNIA BERLIM é uma história de amor e perda, e de uma paixão inesperada e arrebatadora que se desenvolve em dois níveis: no real do cotidiano e no imaginário do narrador – e do leitor. Um jovem rapaz se vê ferido em seu apartamento, enquanto aguarda a visita de uma colega do escritório por quem está apaixonado. Ela o visita, mas será que é real ou imagem de sua imaginação febril?
Status/publicação: Originalmente publicado pela semi-independente OsViraLata em 2007, teve versão comemorativa de 10 anos em 2017, pela pela Penalux (Brasil). [100 páginas]